Poesia em Curso ou a Outra Margem ou Luz Letras


 

Poema Caveira

Resto de pele é

seca palavra,

arcabouço de idéias

descarnadas.

O branco tosco

do papel

que resta

reclama faminto

o risco,

arranha

lasca inteira

da ponta

do lápis

com seus

dentes sulcos

esfomeados.

E a órbita

vazia

do medroso,

poema caveira

osso,

exala economia.

 


Rafael Puertas de Miranda - Poeta - Mogi das Cruzes - SP



Escrito por Rafael às 14h54
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Poesia X

 

Aberta,

a boca

abarca:

abelha,

mosca,

traça...

Até a

palavra

incerta,

inseta!

 

Feche-a,

ô meu!

 


Rafael Puertas de Miranda - Poeta - Mogi das Cruzes - SP



Escrito por Rafael às 14h37
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