Poesia em Curso ou a Outra Margem ou Luz Letras


Autoparódia

“Aqui entre nós (porquanto não ireis contá-lo aos poetas trágicos e a todos os outros que praticam a mimese), todas as obras dessa espécie se me afiguram ser a destruição da inteligência dos ouvintes,(...)”  Platão

O Poeta é um espremedor.

Espreme tão completamente

que arranca da palavra Dor

um sentido diferente.

 

E aqueles que provam o que ele espreme,

na Dor lida sentem bem,

não só o amargo de sempre,

mas um doce que ela não tem.

 

E assim, nas colheradas de sopa

giram, a saciar a emoção,

significados de palavra solta,

que dariam ânsia à Platão.


Rafael Puertas de Miranda - Poeta - Mogi das Cruzes - SP



Escrito por Rafael às 21h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Outro Nó

 

Vale,

se a Solidão,

noiva nova,

assalta

até

pena fica

torta.

Danço

com ela,

alegre, e a

foice descansa.

Volúpia

inteira

tragada

pelo abismo

e angústia

da certeza 

de sorrisos não.

E a folha seca,

que solta a

árvore,

demora o tempo

e cai girando,

no lusco-fusco,

ao nosso lado.

(O rodopio do vestido negro!)

Fato,

amarga cena,

fado

em baile estático.

 

Sina sem sombra

e som:

Fada fria,

a noite

chegou

e eu não vi.


Rafael Puertas de Miranda - Poeta - Mogi das Cruzes - SP



Escrito por Rafael às 18h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


Categorias
Todas as mensagens Citação



Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 Crítica Literária