Poesia em Curso ou a Outra Margem ou Luz Letras


Mercadoria

 

Nestas eras de sonhos mortos,

só quimeras enlatadas

animam parcialmente

espíritos duvidosos e

vazios, produtos.

Todos são cada vez menos,

mas as marcas ainda são as mesmas...

O tempo inexiste em ócio,

a carne é sabor angústia,

o carrasco é o ponteiro do relógio

e há recreio de bílis,

que mais ácidas,

derretem até a lógica.

E quando, iluminado pela lâmpada de Mercúrio,

encontro o meu cansado reflexo

em espelho sujo,

espumando saliva fria,

reclamo o rótulo

que me falta,

consumindo-me grátis,

mercadoria.

 


 * Colocação (Categoria: Alto Tietê) no Concurso de Poesias: “aBrace as cores do arco-íris”, promovido pelo Movimento Cultural aBrace Para a Região do Alto Tietê-SP. Agosto, 2007.

** Publicada em Junho de 2008 no Jornal Mensal Português (Lisboa): "Mudar de Vida", pág. 15. Confira no Site:

http://www.jornalmudardevida.net/uploads/pdfs/mv8.pdf


Rafael Puertas de Miranda - Poeta - Mogi das Cruzes - SP



Escrito por Rafael às 18h21
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Poemeto da Constatação sem Eco

 

degradamos

a Hidrosfera,

a Atmosfera,

a Litosfera,

e,

logo,

seremos

fera

sem esfera.

Ex-fera, aí?


Rafael Puertas de Miranda - Poeta - Mogi das Cruzes - SP



Escrito por Rafael às 21h05
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