
Celebração Celebro a Cidade, na ignorância crua de cada grade, no corpo sinuoso de cada rua, na boca de esgoto de cada curva, no ato singelo de cada passo, no roto, no rosto, no resto... Celebro a Cidade, melancólico esqueleto destro. Logo finda as serras, vai que a Cidade guerra as entranhas todas do mundo. Imundo bem insano, "Fugere Urbem", vem em sonho! O moleque, na praça nervosa, come um doce cinza.
Rafael Puertas de Miranda - Poeta - Mogi das Cruzes - SP
Escrito por Rafael às 23h38
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