Poesia em Curso ou a Outra Margem ou Luz Letras


Perdurabo

Cavaleiro da branca rosa,

tua sombra é pedra

 e romanceiro, sina,

da seta sangue

que se aproxima.

 

Fecha o cenho,

dá mão à linha

e curva-te logo,

que o Sol tão cedo

não descaminha.

 

Nigredo lenho;

o que perdura.

Com o emblema, cala,

com a boca, rinha,

com a espada, cura.

 

A chaga sela

a agonia.

Sem desconcerto,

forjaste agora

a tua insígnia.

 

Acácia nova

enxerga o dia.

Ermida certa,

o teu início

é tua via.

 

Aperta o passo,

o arco o guia.

Centauro cálice,

não tarda a hora

que te confia.


Rafael Puertas de Miranda - Poeta - Mogi das Cruzes - São Paulo  



Escrito por Rafael às 14h20
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